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PEGADA HÍDRICA E GESTÃO DAS ÁGUAS

    03 Outubro 2018

Quando os órgãos governamentais emitem alertas para a necessidade de pouparmos o uso da água e evitarmos seu desperdício, por curiosidade, temos a tendência de calcular a quantidade de água doce (ou potável) que precisaríamos para atender nossas necessidades diárias.

Esse exercício nos leva a pensar no cotidiano, na água que bebemos, na higiene pessoal, preparo das refeições, limpeza da casa, das roupas, etc. Porém, não incluímos nesse cálculo a água consumida pelas empresas que fornecem os produtos e serviços que adquirimos, por exemplo carne, arroz, feijão, leite, roupas, calçados, combustível do automóvel, entre outros. Por que será? Com certeza, todos eles, sem exceção, consumiram grande quantidade de água para serem ofertados.
 
A Pegada Hídrica é um conceito, e também um indicador, criado em 2002 pelo professor Arjen Y.Hokstra, da UNESCO-IHE, o maior centro de graduação em educação de água do mundo, e serve para medir nosso consumo direto e indireto de água.
 
Através dele, foi possível medir a quantidade usada para produzir cada um dos bens ou serviços que consumimos; e pode ser utilizado também para medir o consumo de um processo, como o cultivo de arroz ou feijão, ou de um produto, a exemplo da fabricação de uma peça de roupa, entre outros. Pode-se ainda conhecer a quantidade total de água consumida por um determinado país em uma bacia específica ou em um aquífero.
 
Através desse indicador, sabemos que são necessários 15,5 mil litros de água para se produzir um único quilo de carne bovina, 10 mil litros para se produzir um quilo de algodão, 2.700 litros para uma camisa de algodão, 1.800 litros para 1 quilo de soja e 2.500 litros para 1 quilo de arroz, por exemplo.
 
Se refizermos as contas do nosso consumo de água no período de um ano, apurando o quanto gastamos diretamente no cotidiano, acrescido do consumo indireto relativo aos produtos que consumimos, ficaremos surpresos com o resultado!
 
A agricultura é mencionada como o setor que mais consome água no mundo, seguida pela indústria e depois pelo uso doméstico.
 
A criação de uma lei que oriente as empresas a mencionar no rótulo de seus produtos quanto eles consomem de água pode ser uma forma de reduzir esse consumo, pois tendo acesso a essa informação, poderemos optar por aqueles que menos gastam e estimular o desenvolvimento e aperfeiçoamento de processos de produção - tudo isso visando reduzir o consumo água, otimizando e reduzindo o desperdício.
 
A Revita é uma empresa recicladora de embalagens longa vida, que utiliza uma Estação de Tratamento de Efluentes – ETE para tratar a água eliminada nos processos de reciclagem, retornando-a para um novo ciclo do processo produtivo. Com isso, evitamos poluir ainda mais o meio ambiente e criamos uma nova alternativa para redução de consumo e de despesas

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