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CANUDOS PLÁSTICOS - É POSSÍVEL VIVER SEM ELES?

    11 Outubro 2018

Se cada brasileiro utilizar um canudo plástico por dia, ao final do ano terão sido descartados mais de 75 bilhões de unidades; infelizmente, grande parte deles despejados de maneira inadequada, atingindo e poluindo os nossos rios, mares e oceanos.
 
Se projetarmos esses números em uma abordagem global, considerando que a população brasileira representa aproximadamente 2,732% da população mundial, ao final do período de um ano terão sido descartados 2,745 trilhões de canudos. Assustador, não é mesmo?
 
A poluição por canudos plásticos foi objeto de inúmeras matérias que abordavam os efeitos desastrosos provocados na natureza e no meio ambiente, pois esse produto representa 3% do total de plásticos descartados no mundo.
 
O lixo marinho, que compreende, também, canudinhos plásticos, ganhou destaque mundial em agosto de 2015, quando, na época, um vídeo com mais de 4 milhões de visualizações no Youtube exibia cenas de um biólogo retirando um canudo da narina de uma tartaruga marinha. O sofrimento desse animal, exibido nesse vídeo, levou a reflexão sobre a necessidade de repensarmos nosso consumo e sobre a destinação inadequada dos nossos resíduos sólidos. Atualmente, esse vídeo já ultrapassou 32 milhões de visualizações.
 
Agora, a resposta para a pergunta principal desse texto é: mil vezes sim! É possível viver sem eles - pelo menos assim pensam algumas empresas do segmento de lanchonetes e restaurantes. 

A rede americana de cafés Starbucks divulgou abolirá ouso de canudos plásticos até 2020, em uma decisão válida para todas as suas 28 mil unidades no mundo. Já o Mc Donald’s anunciou banir os canudos plásticos em restaurantes na Irlanda e no Reino Unido - uma tendência entre as grandes redes britânicas.

No Brasil, uma lei estadual aprovada no Rio de Janeiro este ano, proíbe o fornecimento dos canudos plásticos por bares, restaurantes e ambulantes, que deverão obrigatoriamente ofertar canudos de papel, sob pena de multas de R$651 a R$1.600 para ambulantes e R$3.000 a R$6.000 para bares e restaurantes que descumprirem a lei.
 
A Revita parabeniza todas as empresas e prefeituras que, como as mencionadas acima, em uma demonstração de coragem, deram um grande passo na busca da solução para esse grave problema, e  acredita na capacidade de todos em buscar o desenvolvimento respeitando a natureza.
 

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